VejaRio: A morte de Tom Veiga e o perigo do AVC

Falecimento do ator que interpretava o Louro José chama atenção para a ameaça do acidente vascular cerebral

Tom Veiga, o intérprete do Louro José: AVC que vitimou o ator atinge cerca de 150 mil brasileiros por ano. Internet/Reprodução

A morte do ator Tom Veiga, que eternizou o bem humorado personagem Louro José e divertia as manhãs ao lado da apresentadora Ana Maria Braga no programa “Mais Você”, surpreendeu e comoveu não apenas seus colegas de trabalho, mas todo o Brasil.

Tom morreu em casa, depois que um aneurisma cerebral se rompeu causando uma hemorragia. Trata-se de uma doença fatal e silenciosa. O AVC (Acidente Vascular Cerebral) atinge mais de 150 mil pessoas por ano e é uma das primeiras causas de morte e incapacitação no Brasil, gerando grande impacto econômico e social.

Ao contrário do que muita gente pensa, o AVC não é uma doença que vitima apenas os mais velhos, haja visto que Tom tinha menos de 50 anos. Para além do fator genético, que precisa ser considerado, doenças cérebro-vasculares estão intimamente ligadas ao estilo de vida. Diabetes, hipertensão arterial, doenças cardíacas e obesidade são potenciais detonantes do AVC.

Existem dois tipos de AVCs: o hemorrágico (quando o vaso se rompe), com consequente hemorragia cerebral extravasando sangue pela caixa craniana, e o isquêmico (quando o vaso é obstruído e não dá passagem ao fluxo sanguíneo, formando um coágulo na artéria).

A identificação precoce dos sintomas é determinante para evitar danos ao cérebro. Dentre os principais sintomas de Acidente Vascular Cerebral são alteração da força muscular ou formigamento, dificuldade para andar, falar e compreender, assim como paralisia ou dormência da face, do braço ou da perna.

A maioria das clientes da MedRio realiza a angico-ressonância cerebral para estudo das artérias e, não raro, diagnosticamos aneurismas em mulheres jovens. Às vezes, alguns na eminência de se romperem. É a hora em que os exames fazem a diferença e salvam vidas.

A melhor prevenção contra AVCs ainda é uma boa qualidade de vida: alimentação equilibrada, pratica de exercícios físicos regulares, sono de qualidade e exames de saúde regulares.

Gilberto Ururahy é médico há 40 anos, com longa atuação em Medicina Preventiva. É diretor da MedRio Check-up, líder brasileira em check-up médico. É detentor da Medalha da Academia Nacional de Medicina da França e autor de três livros: “Como se tornar um bom estressado” (Editora Salamandra), “O cérebro emocional” (Editora Rocco) e “Emoções e saúde” (Editora Rocco).

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